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Polícias: Aumento do subsídio de risco para 100 euros «é um insulto»

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) considerou que o aumento anunciado hoje pelo Governo é um «insulto aos polícias», que não vão desistir da reivindicação.

CréditosAntónio Pedro Santos / Agência Lusa

«Este valor é um insulto aos polícias, em nada traduz aquilo que era o necessário, aquilo que corresponde à complexidade da missão policial», lamentou Paulo Santos, em declarações à agência Lusa.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou hoje que o subsídio de risco para a PSP e GNR será aumentado para 100 euros, sublinhando que o aumento representa uma despesa anual de 50 milhões de euros e «um esforço muito significativo».

No entanto, para os representantes dos polícias, o aumento é insuficiente e reflecte a desvalorização das forças policiaixxs.

Por isso, o presidente da ASPP/PSP deixou um alerta à tutela: «Não se admire que, mais tarde, não existam candidatos suficientes para fazer parte desta família policial na PSP».

A proposta desta associação sindical, em conjunto com a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) era a do pagamento faseado do subsídio de risco até 2024. Em Janeiro de 2022 seria pago 200 euros, em 2023 aumentava para 300 euros, fixando-se em 2024 nos 430 euros.

O valor anunciado agora pelo Governo, e que já tinha sido proposto anteriormente pelo Ministério da Administração Interna, fica aquém das reivindicações sindicais e Paulo Sousa assegura que não vai desistir.

«Iremos continuar a fazer pressão junto dos grupos parlamentares para que, em sede do Orçamento do Estado, possam ajudar nesta luta», adiantou o presidente da ASPP/PSP, acrescentando que serão discutidas formas adicionais de luta, sem precisar.

Num comunicado enviado às redacções ao início da tarde, o PCP considera que a decisão tomada pelo Governo «vai no caminho errado», somando-se a um «vasto conjunto de problemas que continuam sem resposta, dos quais se destaca o pagamento do subsídio Covid e o cumprimento do disposto sobre pré-aposentações».

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