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Trabalhadores denunciam: têm «dos mais baixos salários do País»

O verdadeiro escândalo nas IPSS está nos salários

Os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) são dos que ganham os salários mais baixos do País. Em encontro nacional, exigem aumento de 4% e a redução do horário semanal para as 35 horas.

Trabalhadores das IPSS concentradas junto ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social, em Lisboa, após o seu encontro nacional. 26 de Janeiro de 2018
Trabalhadores das IPSS concentradas junto ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social, em Lisboa, após o seu encontro nacional. 26 de Janeiro de 2018Créditos

O encontro foi promovido pela Federação Nacional dos Sindicatos do Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (CGTP-IN), ao longo do dia de ontem, em Lisboa, e culminou com um desfile até ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social, na Praça de Londres, onde foi entregue a resolução aprovada pelos trabalhadores das IPSS.

No documento, acusam que, apesar do reconhecimento social do papel que desempenham, «auferem dos mais baixos salários do País». Apesar da intervenção dos sindicatos, os aumentos salariais têm sido claramente insuficientes, apontam, o que transforma as funções dos trabalhadores das instituições numa espéce de «voluntariado forçado», acusam.

Para além disto, a falta de pessoal leva a que existam muitas situações de trabalhadores que asseguram funções que ultrapassam muito as responsabilidades de cada um.

Na resolução, é exigido que o Estado condicione os protocolos de comparticipação à existência de aumentos salariais, e que este assuma o seu papel «primordial» no apoio à «infância, juventude, deficiência e idosos».

No plano reivindicativo, os trabalhadores exigem, para 2018, aumentos salariais de 4%, a redução do horário semanal para as 35 horas, a progressão e o respeito pelas carreiras profissionais e o direito à formação profissional.

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