Os trabalhadores da FNAC Portugal foram recentemente informados, por via de e-mail, sobre a aplicação da nova Portaria de Extensão ao Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) assinado entre a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) e o Sindicato dos Trabalhadores do Sector de Serviços (Sitese/UGT). Nessa comunicação, a multinacional francesa relembra os «colaboradores» filiados no Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) de que não são abrangidos pelos aumentos salariais.
O CESP rejeita aquilo a que chama uma verdadeira tentativa de «convencer» os trabalhadores a «deixarem de ser sindicalizados» nesta estrutural sindical, sobretudo porque a FNAC «deixou convenientemente de fora a perda de direitos» que se vai aplicar obrigatoriamente aos trabalhadores que forem aumentados.
Nesta situação específica, os trabalhadores que receberem aumentos (que podem chegar aos 952 euros mensais para um operador no topo da carreira) vão passar a ter de se sujeitar a horários de trabalho que só têm de ser comunicados com 10 dias de antecedência (ao contrário dos 30 para os filiados no CESP) e que podem incluir «diferentes horários de entrada e saída» na mesma semana.
Os trabalhadores da FNAC com ligação ao CESP não são obrigados a integrar um banco de horas (continuam a receber «todas as horas que trabalhamos a mais» a dobrar) e mantém o direito a «idas à escola dos filhos (até 4 horas por trimestre, por cada filho)» justificadas e pagas.
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