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Médicos protestaram junto ao Ministério da Saúde

Centenas de médicos estiveram em protesto esta terça-feira, junto ao Ministério da Saúde, no âmbito da greve de três dias contra a degradação do Serviço Nacional de Saúde e das condições de trabalho.

CréditosANDRE KOSTERS / LUSA

Cantorolando gritos de ordem tais como «Berto chau, Berto chau, Berto chau, chau, chau», centenas de médicos aderiram ao apelo para uma concentração de protesto, hoje à tarde, junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa.

Promovida pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), a concentração faz parte da greve nacional destes profissionais, iniciada hoje à meia-noite, por três dias. Além dos sindicatos desta federação, o protesto também recolhe o apoio do Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

João Proença, presidente da FNAM, em declarações aos jornalistas, afirmou que a greve está a correr bem, «com uma adesão enorme», um sinal de que «os médicos compreenderam os motivos para esta». Os sindicatos têm avançado com uma adesão por todo o País acima dos 80%, numa greve «em defesa do Serviço Nacional de Saúde» e por melhores condições de trabalho.

Segundo o dirigente, entre as principais reivindicações estão a realização imediata dos concursos, a redução do trabalho suplementar de 200 para 150 horas anuais e uma diminuição progressiva até 12 horas semanais de trabalho em serviço de urgência. Além disso, defendem que as listas de utentes dos médicos de família sejam até 1500 utentes, em vez dos actuais 1900.

Outros motivos da greve passam pela revisão das carreiras médicas e respectivas grelhas salariais, do descongelamento das progressões e a criação de um estatuto profissional de desgaste rápido, de risco e penosidade acrescidos, com a diminuição da idade da reforma.

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