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Manifestação nacional a 21 de Novembro «contra todas as injustiças»

O secretário-geral da CGTP-IN anunciou uma «grande manifestação nacional» em Lisboa para dia 21 de Novembro e apelou aos trabalhadores para que o próximo seja «um grande mês de luta».

Milhares participam na manifestação convocada pela CGTP-IN, em Lisboa. 17 de Outubro de 2026 

Créditos António Pedro Santos / Agência Lusa

«Trabalhar, empobrecer, não ter acesso aos mais básicos direitos fundamentais, nomeadamente a um salário digno, à segurança no emprego e a uma casa para viver, é inaceitável», constata a sindical. Em contraponto, admite que a desigualdade na distribuição da riqueza é «crescente e escandalosa», com os grupos económicos «a acumularem lucros colossais, enquanto os trabalhadores empobrecem a trabalhar».

«A luta tem que continuar em crescendo», afirmou esta quinta-feira o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em conferência de imprensa após a central sindical ter reunido o seu Conselho Nacional, apelando aos trabalhadores que façam «do mês de Novembro um grande mês de acção e de luta».

Entre as acções anunciadas está «uma grande manifestação nacional» a realizar em Lisboa no dia 21 de Novembro, bem como uma concentração em frente à Assembleia da República no dia 24 de Novembro, contra o aumento do custo de vida e por melhores salários e serviços públicos, que coincide com o dia da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

«Façamos no dia 21 de Novembro uma grande jornada à luta e um grande momento de afirmação contra todas as injustiças que sentimos no nosso dia-a-dia», apelou Tiago Oliveira.

O secretário-geral criticou o Governo por não dar resposta aos «problemas concretos da vida de quem trabalha», desde o aumento do custo de vida, ao investimento no Serviço Nacional de Saúde, na educação ou na habitação. Mas também por, com o apoio do Chega e da IL, elevar o «ataque aos direitos fundamentais» e promover o desinvestimento e desmantelamento da Administração Pública, do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e da Escola Pública, bem como o «assalto à Segurança Social». 

Na questão da Habitação, a Inter critica a subjugação do Executivo do PSD e do CDS-PP à «lógica do lucro e da exploração». «Todos nós temos direito a um tecto. Todos nós temos direito a uma casa. Todos nós temos direito a uma vida digna e, portanto, aquilo que nós dizemos é que temos um Governo que é fraco com os fortes e forte com aqueles que menos têm e que mais precisam», sublinhou Tiago Oliveira.

Pedindo «um novo rumo para o país», o responsável lembrou que o Orçamento do Estado para 2027 é uma «das maiores ferramentas que o Governo tem para a implementação» da política de direita e insistiu que o documento é «profundamente negativo para os trabalhadores». Alertando, porém, que estes «não se resignam». 

«Este Orçamento do Estado só será aprovado se o Governo tiver a mão de alguém. Quer isto dizer que no dia 24 [de Novembro] não é só o Governo que está em questão, são todos aqueles que apoiarão com a sua posição um Orçamento do Estado que é profundamente penalizador para o país e para os trabalhadores», vincou.

O secretário-geral da CGTP apelou aos trabalhadores que se juntem às acções convocadas pela central sindical e lembrou o papel que tiveram na vitória da rejeição do pacote laboral. «Continuamos a acreditar que é com os trabalhadores que vamos derrotar este rumo de política que está a ser seguida por este Governo», disse Tiago Oliveira.

Na reunião desta quinta-feira, o Conselho Nacional da CGTP-IN sublinhou, «pela sua dimensão e combatividade», a realização da manifestação nacional do passado dia 17 de Outubro, em Lisboa, Porto e Coimbra, em que «convergiu a luta reivindicativa dos trabalhadores de todos os sectores» e contou com a participação de outras camadas da população. E denunciou a intervenção repressiva «promovida a partir de um Governo que tem uma clara orientação para a limitação das liberdades, nomeadamente do direito de manifestação, com uma interpretação restritiva da lei que não tem paralelo nos últimos 50 anos e que contraria os direitos inscritos na Constituição da República». Perante isto, a CGTP-IN deixa um aviso: «a repressão não intimidará, não travará e não calará a voz e a luta dos trabalhadores», reforçando a urgência de uma política alternativa.

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