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Milhares nas ruas de todo o País: «estamos aqui para lhes dar luta!»

As ruas encheram-se em Lisboa, Coimbra, Porto e Funchal em resposta à convocatória da CGTP-IN. No Rossio, Tiago Oliveira anunciou novo protesto para 24 de Novembro, quando o Orçamento do Estado «que esmaga a vida de quem trabalha» for a votos.

Milhares participam na manifestação convocada pela CGTP-IN, em Lisboa. 17 de Outubro de 2026 

Créditos António Pedro Santos / Agência Lusa

No culminar da manifestação que juntou milhares de pessoas este Sábado, em Lisboa (e depois do Porto, Coimbra e Funchal também terem saído à rua, durante a manhã), Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP-IN, inverteu o jogo. Enquanto o patronato e o Governo PSD/CDS-PP inventam desculpas para rejeitar um aumento sério de todos os salários, uma eterna impossibilidade, o dirigente sindical contrapôs: «o que não é possível é termos no nosso pais tantos trabalhadores com ordenados baixos».

Reiterando a posição da central sindical, que defende a subida do salário mínimo para os 1100 euros e de todos os salários em 15% (com um mínimo de 150 euros), Tiago Oliveira criticou ainda os valores miseráveis das pensões: «o que não é possível é termos quase 50% dos reformados a levarem para casa reformas até 500 euros por mês – isso é que não é possível!». 

A vitória dos trabalhadores sobre o pacote laboral do Governo PSD/CDS-PP foi usada como exemplo de tudo o que é possível alcançar com a luta e a intervenção das forças laborais, sociais e sindicais. Do palanque, com a aprovação dos muitos milhares de trabalhadores que aderiram ao protesto, a central sindical assumiu «o compromisso de intensificar a luta e a mobilização dos trabalhadores, numa dinâmica crescente de luta que responda ás nossas justas reivindicações».  

«Acreditemos em nós, na nossa força, na nossa unidade. Acreditemos que é possível. Hoje ficou aqui nesta manifestação nacional bem patente a vontade de quem trabalha. Ficou aqui, bem preto no branco, que não vamos baixar os braços, que vamos à luta, ao combate».

O mês de Novembro vai ser de «acção e luta» sindical, estando desde já convocado um protesto para 24 de Novembro, em frente à Assembleia da República, no dia em que o Parlamento vota a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2027, uma proposta em que, considera a CGTP-IN, «fica bem evidente a quem este governo presta a vénia». Os muitos cortes nos serviços públicos e de investimento demonstram que o OE «é dos maiores ataques aos trabalhadores, ao povo, aos serviços públicos, ao país. Este é um orçamento de estado que esmaga a vida de quem trabalha».

«Aqui, nesta luta por todo o País, afirmou-se a voz da indignação e do protesto, afirmou-se a exigência da mudança para uma vida melhor, afirmou-se a força imensa da nossa luta. Aqui, estão os trabalhadores!». E contra as políticas de depauperação do PSD/CDS e das forças políticas e económicas que as sustentam, a posição da maior central sindical do país é só uma: «A luta continua!».

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