Face a esta posição da APHORT, e conforme sublinha um comunicado do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Hoteleira, Turismo e Restauração do Norte (CGTP-IN), «muitos hotéis e estabelecimentos da restauração e bebidas apenas actualizaram os salários para o Salário Mínimo Nacional», deixando também «congeladas as demais cláusulas de expressão pecuniárias designadamente diuturnidades, prémio de línguas, abono de falhas e subsídio de alimentação».
Entretanto, quando em Abril ficou claro que a associação patronal não queria negociar aumentos salariais, o sindicato apresentou «cadernos reivindicativos às empresas», estando a negociar, directamente ou com mediação da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), com «109 hotéis e dezenas de estabelecimentos de restauração e bebidas».
Por outro lado, o sindicato afirma ter «consciência que, mesmo negociando com muitas empresas, muitas dezenas de milhares de trabalhadores vão ficar sem aumentos salariais em 2026», por não ser possível negociar com todas as empresas. Nesse sentido, e sabendo que só com um acordo com a APHORT é possível garantir aumentos salariais para todos os trabalhadores, requereu à DGERT a conciliação do processo de revisão do Contrato Colectivo de Trabalho, o que, segundo o sindicato, deverá acontecer dentro de dias.
Por fim, o sindicato alerta para a «excelente situação» que se vive no sector «desde 2022», com 2025 a ser «o melhor ano turístico de sempre, tal como 2024 e 2023 tinham sido», ao mesmo tempo que os dados apontam para que 2026 venha a ser ainda melhor. Segundo os dados do INE relativos ao primeiro trimestre de 2026, «o sector na região Norte obteve um aumento de dormidas de 6,3%».
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui