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Luz Saúde «lida mal» com a liberdade sindical

A denúncia é feita pelo CESP que afirma que a empresa proibiu que o sindicato dialogasse com os trabalhadores.

O Hospital da Luz, em Lisboa, é a principal unidade de saúde do grupo Luz Saúde (ex-Espírito Santo Saúde), propriedade da seguradora Fidelidade
CréditosMário Cruz / Agência LUSA

Em comunicado à imprensa, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP/CGTP-IN) revela que, ontem, dirigentes foram impedidos de contactar com os trabalhadores nas instalações da empresa Luz Saúde localizadas na Quinta do Lambert, em Lisboa.

«A Luz Saúde, ACE lida mal com a liberdade sindical e desrespeita os trabalhadores e o sindicato», afirma o CESP em nota, acrescentando que a empresa «rasgou» a Constituição ao não cumprir o que está disposto no artigo 55.º, que prevê o direito de exercício de actividade sindical nas empresas. 

De forma «prepotente», a empresa «pensa estar acima da Lei, com práticas que o 25 de Abril aboliu», refere o sindicato, informando que foi necessário chamar as autoridades policiais para registar a ocorrência.

O sindicato deixa a pergunta: «Porque será que a Luz Saúde não quer que o sindicato esteja neste local de trabalho e esclareça os trabalhadores sobre os seus direitos?»

As queixas são também dirigidas à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), uma vez que, tendo sido informada das dificuldades de intervenção nesta empresa e tendo sido requerida a sua presença, «não só não esteve presente no local, como também não contactou o CESP», pelo que a estrutura sindical considera que a ACT está a «compactuar com a empresa no impedimento ilegítimo da realização de actividade sindical».

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