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Accenture «não vive bem com direitos laborais»

O CESP foi ontem impedido de entrar nas instalações da Accenture, em Miraflores, para realizar actividade sindical no âmbito da semana de combate à precariedade.

Os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) foram barrados à porta das instalações da empresa Accenture. A acção de contacto com os trabalhadores marcada para quarta-feira inseria-se na semana de combate à precariedade lançada pela CGTP-IN, que decorre de 2 a 6 de Dezembro. 

Um responsável da empresa abordou os dirigentes, alegando não haver fundamento legal para entrar e contactar os trabalhadores. «O impedimento desta iniciativa por parte da empresa só prova que o flagelo da precariedade é procurado e promovido pelo patronato, chegando até a agir à margem da lei com o intuito de impedir que os trabalhadores se organizem e lutem pelo trabalho com direitos», afirmou o sindicato em nota enviada à imprensa.

O CESP chamou ao local a PSP e a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), por «não tolerar qualquer atropelo à liberdade sindical». No entanto, garante que nem sindicato nem trabalhadores «se deixam intimidar» e informa que, apesar de não terem entrado na empresa, não deixaram de contactar com os trabalhadores e de eleger um delegado sindical.

Têm chegado ao CESP várias denúncias de trabalhadores sobre desigualdades salariais, alterações aos dias de descanso sem o seu consentimento, condições de trabalho precárias, intimidação e repressão.

A estrutura sindical afirma ainda que tem havido vários casos de empresas que impedem o acesso às suas instalações, verificando-se a existência de uma «cultura empresarial que não vive bem com os direitos laborais».

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