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Hotel de 5 estrelas paga salário mínimo «ilegal»

Depois de recusar a cedência de um espaço para a reunião dos trabalhadores, o Hotel Meliá Braga não cumpre a contratação colectiva e paga o salário mínimo nacional, denunciou o Sindicato de Hotelaria do Norte.

Hotel Meliá Braga
Hotel Meliá Braga Créditos / Booking

O Hotel Meliá Braga, com a classificação turística de cinco estrelas e explorado pelo grupo Hoti Hotéis, proibiu ontem uma reunião de trabalhadores convocada pelo Sindicato de Hotelaria do Norte (CGTP-IN), depois de já ter recusado a cedência de uma sala.

Face a esta proibição, o sindicato realizou uma acção de contacto com os trabalhadores à porta do hotel, tendo tomado conhecimento de que a unidade hoteleira não cumpre a contratação colectiva, designadamente no que toca ao trabalho prestado em dia feriado e em dia de descanso semanal, trabalho suplementar prestado em dia útil, carreiras profissionais, abonos de falhas, prémio de línguas, subsídio de alimentação nas férias, tabela salarial e outros direitos.

Os trabalhadores denunciaram ainda que alguns deles, nomeadamente as empregadas de andares, limpeza e copa, recebem apenas o salário mínimo nacional, quando a contratação colectiva em vigor prevê salários superiores, informou o sindicato em nota à comunicação social.

A estrutura sindical recorda que o hotel está «completamente cheio» e que a Região Norte é a que mais tem crescido em dormidas em sete anos consecutivos.

Segundo os dados do INE divulgados dia 14 de Agosto, o sector do alojamento turístico em Portugal registou 12,1 milhões de hóspedes e 30,5 milhões de dormidas no primeiro semestre de 2019, o que significa um aumento de 7,6 e 4%, respectivamente.

O sindicato concluiu que «não pode deixar de denunciar publicamente estas ilegalidades» e comunicou a situação à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

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