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Greve por melhores salários e direitos na FCC e na ERSUC

Na FCC, a greve decorre entre hoje e terça-feira; na ERSUC, a paralisação, inicialmente agendada para 10 e 11, terá lugar de 24 a 26 de Abril, após um «expediente» da administração, informa o STAL.

Piquete de greve nas instalações da FCC Environment Portugal em Marco de Canaveses, na madrugada de 7 de Abril de 2023 
Piquete de greve nas instalações da FCC Environment Portugal em Marco de Canaveses, na madrugada de 7 de Abril de 2023 Créditos / STAL

Em ambas as empresas de recolha de resíduos sólidos, os trabalhadores reivindicam a valorização dos salários, a dignificação das profissões e o respeito pela contratação colectiva, bem como «a urgência em travar a exploração, a precariedade laboral e a degradação das condições de trabalho», revela no seu portal o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL/CGTP-IN).

Responsabilizando as administrações de FCC Environment Portugal e de ERSUC – Resíduos Sólidos do Centro pelas acções de luta, a organização sindical afirma que elas «resultam do profundo descontentamento e da contínua falta de respostas concretas às exigências dos trabalhadores, cujo poder de compra se tem vindo a degradar nos últimos anos».

Tendo em conta a «subida brutal dos preços dos bens alimentares, do custo com a habitação e da energia», a taxa de inflação, os baixos salários praticados nas empresas, assim como «o claro desinvestimento nas condições de trabalho», o sindicato defende a necessidade de «medidas imediatas de valorização dos salários» em todo o sector de resíduos e limpeza urbana.

Entre as reivindicações subjacentes à greve, contam-se: aumento salarial de 10%, num mínimo de 100 euros, para todos os trabalhadores; a implementação de um salário de entrada de 850 euros; um subsídio de refeição de nove euros por dia; o pagamento do Subsídio de Insalubridade, Penosidade e Risco.

Os trabalhadores da ERSUC – Resíduos Sólidos do Centro e da FCC Environment Portugal vão também fazer greve: pela fixação do período de trabalho em sete horas diárias, 35 horas semanais e 25 dias de férias; pela fixação do trabalho nocturno entre as 20h de um dia e as 7h do dia seguinte, compensado com um acréscimo de 25% da retribuição mensal; pela valorização das carreiras e o fim dos vínculos precários; por melhores condições laborais e o respeito pelas normas de Segurança e Saúde nos locais de trabalho.

Greve na ERSUC «reagendada» para 24, 25 e 26 de Abril

A paralisação na FCC Environment, nos concelhos do Marco de Canaveses, de Lousada, Fafe, Vila Real e Torre de Moncorvo, abrange o período da Páscoa, entre hoje e dia 11. Na ERSUC – Resíduos Sólidos do Centro foi inicialmente marcada para os dias 10 e 11, mas teve de ser suspensa, depois de – explica o STAL – a administração ter decidido atribuir tolerância de ponto na próxima segunda-feira, «sendo, curiosamente, a única empresa do Grupo EGF/Mota&Engil a fazê-lo».

A estrutura sindical diz estranhar a «repentina decisão da administração», que se torna «ainda mais "surpreendente" quanto a empresa invocou, em sede de Tribunal Arbitral, a necessidade de ter em actividade, nos dois dias da greve, um conjunto alargado de serviços e de trabalhadores para responder às necessidades "sociais impreteríveis" das populações abrangidas».

«A administração mudou agora radicalmente de opinião e, pelos vistos, a empresa já não precisa de trabalhar 24 horas por dia/sete dias por semana, para prestar o serviço público devido às populações», ironiza o STAL, afirmando que não é com estes «expedientes» que a administração da ERSUC vai conseguir desmobilizar a luta dos trabalhadores, que se mantêm «determinados e unidos» na defesa das suas reivindicações já nos dias 24, 25 e 26 de Abril.

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