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Greve nos museus e monumentos de Portugal: trabalhadores não são paisagem

Meses depois, ainda há trabalhadores da Museus e Monumentos de Portugal que não receberam a devida remuneração por trabalho suplementar e em feriados. Greve convocada pela FNSTFPS/CGTP para o feriado de 30 de Maio.

A Torre de Belém, em Lisboa, é gerida pela empresa pública Museus e Monumentos de Portugal (MMP) 
Créditos / MMP

Numa reunião realizada no dia 3 de Abril, há quase dois meses, com a administração da Museus e Monumentos de Portugal (MMP), empresa pública que gere 38 museus e monumentos de 21 cidades, já se encontravam apurados, supostamente, «todos os pagamentos em falta relativamente ao trabalho suplementar e ao trabalho em dia feriado» que ainda eram devidos aos trabalhadores, relata a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS/CGTP-IN).

Este processo de regularização «estaria encerrado ainda no mês de Abril». Até ao momento, a poucos dias do final de Maio, a MMP ainda não pagou as horas extra e dias feriados trabalhadas pelos seus trabalhadores desde Novembro de 2023. 

Perante esta situação «insustentável», os trabalhadores e a federação sindical afecta à CGTP-IN convocaram uma greve nacional dos trabalhadores de todos os serviços da MMP, exigindo o pagamento da remuneração que está a ser negada a estes profissionais.

Forçados a tomar medidas drásticas, os trabalhadores exigem também, nesta acção de luta, «a necessidade da valorização do trabalho prestado em dias feriado; o cumprimento do horário de trabalho e dos seus limites máximo legais; pela valorização da carreira profissional de Vigilância e Portaria».

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