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Greve na ThyssenKrupp sai às ruas

Os trabalhadores da ThyssenKrupp Elevadores, que estão em greve de 24 horas nesta quinta-feira, realizaram concentrações em várias cidades do País em luta por melhores condições de trabalho e aumentos salariais.

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Trabalhadores da ThyssenKrupp Elevadores numa das concentrações realizadas hoje, 7 de Dezembro, paralelamente à greve de 24h
Trabalhadores da ThyssenKrupp Elevadores numa das concentrações realizadas hoje, 7 de Dezembro, paralelamente à greve de 24hCréditos / Fiequimetal

As várias acções de protesto foram convocadas pela Comissão Intersindical da Fiequimetal perante a inexistência de qualquer acordo com a administração da empresa que, em comunicado, é acusada de «má fé nas negociações, uma vez que nunca apresentou uma contra-proposta para celebrar um acordo».

Em declarações ao AbrilAbril, Igor Oliveira, dirigente sindical afecto à Fiequimetal, afirmou que a adesão à greve reúne «mais de cem trabalhadores». Em greve desde da meia-noite, exigem da multinacional alemã a garantia de emprego em toda a empresa, melhores condições de trabalho e aumentos salariais.

Por detrás da greve está a inexistência de um acordo na negociação salarial de 2017 para um aumento mínimo em 30 euros, com retroactivos a Janeiro desse ano, e a intenção da empresa em reduzir consideravelmente o número de postos de trabalho nos escritórios em Massamá.

Os sindicatos lamentam a falta de vontade da empresa para chegar a acordo e lembram que houve 8 milhões de euros de lucros mas «para aumentos, mais uma vez, nada».

É ainda reivindicado pelos trabalhadores o fim do controlo do desempenho profissional com recurso ilegal ao localizador de viaturas e a reversão da degradação das condições de trabalho no Serviço Thyssen Mais.

Juntamente com a greve, ocorreram, durante esta manhã, concentrações de protesto junto das delegações da empresa no Porto, em Setúbal, em Castelo Branco e no Funchal, em simultâneo, e em Lisboa, em frente da embaixada da Alemanha.

Segundo Igor Oliveira, nestas concentrações «participaram dezenas de trabalhadores» e, no caso de Lisboa, «foi  entregue na embaixada um documento dirigido ao governo alemão, que reúne regularmente com a administração do grupo».

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