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Greve na Schnellecke contra discriminações e precariedade

Os trabalhadores da Schnellecke Logistics Portugal, a trabalhar nos Armazéns de Produto Acabado da Continental Mabor, cumprem três dias de greve para exigir o fim das diferenças salariais.

Créditos / facebook

A greve dos trabalhadores desta empresa de logística começou esta quinta e sexta-feira e termina no domingo, tendo contado com várias concentrações de protesto à porta das instalações em Lousado, Vila Nova de Famalicão.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte (SITE Norte/CGTP-IN) explica que os trabalhadores dão assim seguimento à luta pelo caderno reivindicativo, tendo como objectivos principais a concretização de aumentos salariais de 50 euros para os manobradores de máquinas e categorias superiores, de 70 euros para os operadores de carga e a valorização do trabalho ao fim-de-semana.

Exigem ainda a melhoria das condições de trabalho e a efectivação do vínculo laboral de todos os trabalhadores com contrato a termo.

Estes trabalhadores têm lutado, ao longo dos últimos anos, para acabar com as diferenças contratuais que existiam. Contudo, confrontam-se agora com a intenção da empresa em «cavar um fosso salarial ainda maior».

Os trabalhadores propõem que essa diferença salarial seja diminuída, pela via de um aumento salarial superior para todos os trabalhadores com salários mais baixos.

«Actualmente assiste-se a uma degradação das relações laborais, com uma constante pressão junto dos trabalhadores para aumentarem a carga e os ritmos de trabalho, muito para além do que é aceitável», pode ler-se na nota.

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