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Greve na multinacional Aptiv, em Braga

Os trabalhadores da multinacional fabricante de material electrónico anunciaram um dia de greve e prometem dar continuidade à luta caso a empresa não dê resposta positiva às suas reivindicações.

Créditos / cgtp.pt

A decisão foi tomada em plenários realizados no passado dia 23, na fábrica de Braga da multinacional norte-americana, e esta ficou com uma semana para responder à posição dos trabalhadores.

Os trabalhadores levam quatro meses de lay-off, com discriminações geracionais de direitos e sem verem os seus salários devidamente valorizados, afirma a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN).

Batem-se, segundo a Fiequimetal, por um aumento salarial de 90 euros, pela atribuição do prémio de antiguidade a todos os trabalhadores, pela redução das carreiras profissionais de operador especializado e de logística, pela redução gradual do horário de trabalho, com o objectivo de atingir a curto prazo as 35 horas semanais.

As reivindicações são justas e o resultado dos plenários é o primeiro sinal do descontentamento acumulado pelos trabalhadores, afirma o Sindicato do Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte (SITE-Norte/CGTP-IN).

A Aptiv é uma multinacional fabricante de material electrónico e a sucursal portuguesa tem lucros crescentes a cada ano, afirma o SITE-Norte.

No passado mês de Abril, depois de não ter incluído as horas nocturnas para o cálculo do lay-off na retribuição desse mês, a administração da Aptiv corrigiu o erro após queixa do sindicato, alegando um erro informático.

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