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Melhoria salarial alcançada após três anos de aumentos regulados pela inflação

Greve força aumentos salariais na Gallo Vidro

Depois de uma «rigorosa greve», realizada entre 5 e 7 de Março, os trabalhadores da Gallo Vidro, na Marinha Grande, forçaram a administração a mudar a sua posição, tendo conseguido praticamente os aumentos que reivindicavam.

Um dos piquetes de greve à porta da Gallo Vidro - Vidrala, no concelho da Marinha Grande
Um dos piquetes de greve à porta da Gallo Vidro - Vidrala, no concelho da Marinha GrandeCréditos / FEVICCOM

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira (STIV/CGTP-IN), em conjunto com a respectiva federação (FEVICCOM), felicitou os trabalhadores da fábrica de vidro pela vitória alcançada na segunda-feira.

O aumento em 2018 será de 2,7% no salário base e de 4% no subsídio de alimentação, muito próximo dos 3% exigidos pelos trabalhadores. Perante a proposta da administração de 1,8%, que afirmava ser irredutível, os trabalhadores estiveram em greve durante 40 horas.

Segundo o sindicato, a «determinação e união demonstrada pelos trabalhadores reduziram a mínimos a produção de vidro», e foram fulcrais para levar a administração a ter que rever a sua posição.

Durante três anos, a propósito da aquisição de um novo forno para a fábrica, os trabalhadores estiveram com os aumentos anuais ligados à subida da inflação, tendo ficado para 2018 a renegociação do acordo salarial.

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