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Greve dos trabalhadores da Eurest fechou cantina da RTP

Os trabalhadores da Eurest, a prestar serviço na cantina da RTP, estiveram em greve durante a Sexta-feira Santa e o Domingo de Páscoa para exigir o correcto pagamento do trabalho em dia de feriado.

Protesto dos trabalhadores da Eurest na cantina da RTP, à entrada das instalações da empresa em Vila Nova de Gaia
Protesto dos trabalhadores da Eurest na cantina da RTP, à entrada das instalações da empresa em Vila Nova de GaiaCréditos / Sindicato de Hotelaria do Norte

Em declarações ao AbrilAbril, Francisco Figueiredo, coordenador do Sindicato de Hotelaria do Norte (CGTP-IN), afirmou que os dois dias de greve na cantina da RTP sediada em Vila Nova de Gaia, obtiveram uma adesão de 100%, o que «forçou, mais uma vez, ao fecho dos serviços».

Segundo o dirigente, o braço-de-ferro com a Eurest dura há vários anos, visto que a empresa continua a pagar incorrectamente o trabalho em dia de feriado em várias cantinas da região. Todavia, os trabalhadores da RTP «não vergam e, mais uma vez, fecharam a cantina na Sexta-feira Santa e no Domingo de Páscoa», em linha com os protestos anteriores.

Em causa está o facto de que a Eurest só paga o trabalho em dia feriado a 100%, em vez dos 200% que estão previstos no contrato colectivo de trabalho, mesmo depois de ter sido condenada a pagar tais valores pelos tribunais da Relação do Porto e de Coimbra, e as sentenças terem sido confirmadas pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Francisco Figueiredo explicou que, de momento, a Eurest tem a concessão de três de cantinas na região mas, «estranhamente, paga correctamente aos trabalhadores no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto».

«Não é aceitável que a Eurest num caso pague bem, como no IPO, e noutros não, como na RTP e na Petrogal. Está a discriminar os seus próprios trabalhadores», reiterou.

Em nota de imprensa, o Sindicato de Hotelaria do Norte lamenta ainda que «a RTP mantenha o contrato de concessão com uma empresa que não respeita os direitos dos trabalhadores e que a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) não actue de acordo com as suas atribuições e competências».

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