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Greve de anestesistas no Amadora-Sintra com adesão de 100%

Os médicos do Serviço de Anestesiologia do Hospital Fernando Fonseca, em Sintra, iniciaram esta segunda-feira uma greve contra a falta de especialistas nas urgências e a sobrecarga de trabalho.

População e junta de freguesia assumiram responsabilidades que cabem ao Ministério da Saúde
Créditos / Pixabay

A greve dos anestesistas no Hospital Amadora-Sintra que arrancou hoje às 8h e que decorre até às 20h do dia 24 tem o apoio do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS/FNAM) e do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que afirma que «todos os médicos estão em greve à excepção da directora de serviço».

Em comunicado, ambos os sindicatos afirmam que «nunca desejaram esta greve e tudo fizeram para a evitar», mas sublinham que há mais de um ano que os médicos anestesistas deste hospital têm alertado as entidades competentes e o conselho de administração (CA) para os problemas existentes, que continuam por resolver.

Os médicos denunciam a «existência de várias irregularidades e de carências que afectam, com gravidade, a boa prática da sua actividade clínica e que se salientam sobretudo na actividade de urgência, embora também em outras áreas». Entre as quais, a carência de especialistas e os exaustivos horários.

Entre as reivindicações, os anestesistas do Amadora-Sintra exigem a contratação de mais especialistas com vista à formação de equipas completas nas urgências, com quatro elementos de dia e três de noite, em vez dos actuais dois, e que sejam asseguradas as condições de segurança.

«Senão colocarem quatro médicos de anestesista de dia e três de noite, vai acontecer aquilo que aconteceu há uns tempos atrás. Vai haver dias em que não há um único médico escalado. Isto é da responsabilidade da administração e do Ministério da Saúde», afirmou aos jornalistas João Proença, presidente da FNAM.

O dirigente sindical frisou também que é urgente a abertura de nove vagas de especialistas, sendo que, «de momento, só há 12 e são precisas 24». Por outro lado, reiterou ser necessário a elaboração de um plano para situações de afluência anormal e que as escalas de trabalho respeitem os tempos de descanso e a estabilidade familiar dos profissionais.

Com agência Lusa

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