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Greve com forte adesão encerra Metro do Porto

Os trabalhadores da Via Porto, concessionária do Metro do Porto, estão em greve esta segunda-feira, por mais pessoal, a redução dos horários e o desbloqueamento das negociações do acordo de empresa.

Composições da Metro do Porto paradas em dia de greve, na estação de recolha no Parque de Manutenção e Oficinas de Guifões, em Matosinhos, 10 de dezembro de 2018.
Composições da Metro do Porto paradas em dia de greve, na estação de recolha no Parque de Manutenção e Oficinas de Guifões, em Matosinhos, 10 de dezembro de 2018.CréditosFERNANDO VELUDO / LUSA

A greve dos condutores das composições da Metro do Porto deixou hoje deserta uma das principais estações da linha de Gondomar, ao mesmo tempo que o trânsito rodoviário em seu redor aumentou.

Na estação da Levada, em Rio Tinto, a última da linha de Gondomdar antes de as composições entrarem no Porto e que é diariamente muito requisitada, apenas o aviso de greve dava sinal de que algo estava a acontecer.

De igual forma estão as restantes linhas, de acordo com a empresa, que, em declarações à Lusa, afirmou que todas estão encerradas, perante a inexistência de serviços mínimos. Em 16 anos de existência, esta é a primeira vez que a operação da Metro do Porto pára devido a uma greve.

A greve dos agentes de condução da Metro do Porto iniciou-se à meia-noite de hoje e vai durar até às 6h de terça-feira, convocada pelo Sindicato Nacional dos Maquinistas e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF/CGTP-IN).

Segundo Rui Pedro Pinto, do Sindicato Nacional dos Maquinistas, «não há, no momento, nenhuma reunião agendada para retomar as negociações com a administração», pelo que se mantêm a previsão de greve total nos dias 17 e 31 de Dezembro, bem como a greve ao «trabalho extraordinário» até 6 de Janeiro.

Num grande leque reivindicativo, os trabalhadores exigem a redução do horário de trabalho, o aumento geral do número de efectivos, o cumprimento dos planos de férias previstos na lei e a actualização da tabela salarial com efeitos retroactivos a Abril de 2018.

Outras exigências passam pela elaboração de uma nova escala de serviços para agentes de condução, a melhoria das condições de trabalho de forma a prevenir doenças profissionais, a aceitação da proposta sindical para o período de trabalho contínuo e a requalificação dos trabalhadores noutras categorias profissionais proporcionadas por impedimento temporário ou permanente.


Com agência Lusa

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