|Progressão nas carreiras

Forças de segurança e funcionários judiciais juntam-se a professores

Os funcionários judiciais, guardas prisionais, polícias, professores e agentes da GNR anunciaram a formação de uma frente reivindicativa para exigir a contagem integral do tempo de serviço congelado.

As forças de segurança têm realizado vários protestos, sendo a progressão nas carreiras uma das reivindicações
As forças de segurança têm realizado vários protestos, sendo a progressão nas carreiras uma das reivindicaçõesCréditosJosé Sena Goulão / Agência LUSA

O anúncio da junção de esforços foi feito hoje, após uma reunião em Lisboa que juntou os representantes sindicais e associativos dos vários sectores públicos a quem o Governo recusa contar o tempo de serviço congelado na totalidade.

O comunicado conjunto foi assinado pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Associação dos Profissionais da Guarda (APG) e a Federação Nacional de Professores (Fenprof/CGTP-IN).

As estruturas representativas justificam a unidade com «constatando que as respetivas tutelas recusaram, até agora, recuperar integralmente o tempo de serviço que esteve congelado, ora justificando com o facto de não ser matéria da sua exclusiva responsabilidade, ora argumentando que a resolução do problema em determinado sector abriria um precedente para os restantes»

Os trabalhadores insistem na recuperação dos quase nove anos e meio de tempo, nomeadamente dos dois períodos em que as carreiras dos funcionários públicos estiveram congeladas: entre 2005-2007 e 2011-2017.

A frente reivindicativa exige uma reunião com o primeiro-ministro e outra com a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa da Assembleia da República para debater esta questão, segundo o comunicado divulgado. Além disso, as organizações entregarão no próximo dia 14, às 12h, o pedido em mão na residência oficial de António Costa e agendarão outras acções conjuntas que entenderem como necessárias e oportunas.


Com agência Lusa

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