|higiene e segurança no trabalho

Falta protecção para colocação de pulseiras electrónicas

Não estão a ser garantidas condições de segurança no trabalho nos serviços de vigilância electrónica da Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, denuncia uma organização sindical.

A falta de pessoal põe em causa a operacionalidade da vigilância electrónica
CréditosAntónio Cotrim / Agência LUSA

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS/CGTP-IN) dá nota da ausência de condições de segurança no trabalho a que estão a ser sujeitos os trabalhadores da vigilância electrónica, que, sem quaisquer equipamentos de protecção, estão a efectuar operações de instalação de pulseiras electrónicas decorrentes de mandatos judiciais.

Segundo a nota, não estão a ser distribuídas máscaras e luvas aos profissionais de reinserção social, e não existe nos serviços gel desinfectante.

«Inaceitável é o facto de o director-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, a subdirectora-geral e a directora de Serviços de Vigilância Electrónica serem conhecedores da presente situação e não terem até agora tomado quaisquer medidas de protecção dos trabalhadores», pode ler-se.

A organização sindical denuncia igualmente que, perante «a gritante falta de pessoal» que já se verifica, a directora de Serviços tenta impor aos trabalhadores turnos de 12 horas ou mais e a sua aceitação em documento assinado pelos mesmos.

A FNSTFPS considera que, sendo «imprescindível» a manutenção do funcionamento da Vigilância Electrónica, se torna «imperioso» que os seus trabalhadores vejam garantida a saúde, com a utilização dos equipamentos de protecção necessários.

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