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Enfermeiros: Hospital de Cascais é «N.º1 na invenção de grelhas salariais»

Os enfermeiros do Hospital de Cascais, entregue ao grupo Lusíadas Saúde, realizaram esta sexta-feira uma greve parcial, o que levou a administração a ceder e a aplicar a correcta grelha salarial.

Hospital de Cascais, exemplo de uma parceria publico-privada na Saúde
Hospital de Cascais é apresentado como o melhor exemplo das PPP na SaúdeCréditos / Tribuna da Madeira

Os enfermeiros do Hospital de Cascais Dr. José de Almeida, cuja gestão está atribuída ao grupo Lusíadas Saúde, no quadro das Parcerias-Público-Privado (PPP) na Saúde, realizaram hoje uma greve parcial de três horas.

A paralisação tinha como objectivos exigir a aplicação da grelha salarial publicada em 2010, bem como a justa contabilização de pontos para todos os enfermeiros, seja qual for o vínculo, para efeitos do descongelamento das progressões.

Em declarações ao AbrilAbril, Jorge Rebelo, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) explicou que estava também marcada para hoje uma concentração junto à entrada do hospital, além da entrega de um abaixo-assinado. Todavia, na noite anterior, a administração cedeu.

«Fruto da luta dos enfermeiros, da persistência e do pré-aviso de greve, na véspera, a administração acabou por aceitar aquilo que é a lei», acrescentou.

Jorge Rebelo explica que, «decorrente dos processos de contabilização de pontos para progressão, a entidade empregadora entendeu inventar uma outra estrutura remuneratória que não aquela que está no decreto-lei. Este grupo privado, de forma única no País, à revelia da própria legislação, estava a fazer isto».

O dirigente acusa ainda o Governo de ser conivente com a administração, pois, afirma, «se não fosse a pressão dos próprios enfermeiros, provavelmente isto ia persistir. (...) Efectivamente o Governo não tomou qualquer iniciativa de penalização, face àquilo que são os compromissos do contrato de gestão».

«São responsáveis porque continuam a permitir a existência de PPP e não têm qualquer critério para além da exclusiva questão económica e financeira», diz o SEP no comunicado.

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