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É necessário um «plano energético nacional»

Reunida com o Governo, a Fiequimetal apresentou as suas preocupações quanto ao encerramento das duas centrais a carvão e à intenção da EDP de vender as licenças de exploração de centrais hidroeléctricas.

A Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN) reuniu-se esta sexta-feira com o secretário de Estado Adjunto e da Energia, a propósito da situação no sector energético, centrando-se, em particular, na questão do encerramento anunciado das duas centrais a carvão (Pego e Sines) e na da intenção da EDP de vender as licenças de exploração de centrais hidroeléctricas.

Em comunicado à imprensa, a Fiequimetal informou que colocou como exigência a «recalendarização do anunciado encerramento das centrais termoeléctricas do Pego e de Sines», por forma a encontrar soluções alternativas para as actuais unidades produtivas, «salvaguardando os postos de trabalho e a capacidade produtiva nacional».

A Federação assinalou ainda que existem alternativas, como as tecnologias solares ou a biomassa, entre outras, mas que «a sua concretização requer que haja uma estratégia assente num mix energético, com diversificação das fontes de energia».

Ao Governo, a Fiequimetal exigiu que tome «uma posição firme», recusando a autorização do Estado para a alienação de licenças de exploração de centrais hidroeléctricas, a começar por aquelas que a EDP tenciona vender. A verificar-se, esta venda representaria «um risco de transferência do centro de decisão de Portugal para o exterior e, simultaneamente, uma perda de soberania energética».

Para a organização sindical, Portugal necessita de «um plano energético nacional», que deverá ter como elemento central uma participação dominante do Estado na definição e execução da política nacional neste sector de «importância estratégica para o País».

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