|protesto

Contratados pela GI Group protestaram à porta da AIS

Os trabalhadores que não têm vínculo directo à empresa concentraram-se, este sábado, à porta da AIS Portugal, onde trabalham todos os fins-de-semana, recebendo como se fosse laboração em horário normal.

Trabalhadores da AIS lutam pela sua integração nos quadros desta empresa
Créditos / União dos Sindicatos de Évora

Em nota à imprensa, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE Sul/CGTP-IN) refere que estes trabalhadores, contratados pela GI Group, prestam serviço na fábrica da Automotive Interior Systems (AIS), em Montemor-o-Novo, ao fim-de-semana, ou seja, em dias que não são de trabalho normal, mas que são tratados como tal pelas duas empresas.

O sindicato continua a recusar que o sábado e o domingo sejam pagos como dias normais de trabalho, defendendo que os mesmos devem ser pagos como trabalho em dia descanso semanal (complementar e obrigatório).

«É inaceitável que estas empresas tenham trabalhadores a trabalhar ao domingo, retribuindo-os como sendo dias normais de trabalho e sem lhes propiciar acesso a formação e a medicina e saúde no trabalho», pode ler-se na nota.

Os trabalhadores contratados através da GI Group são também discriminados no valor do subsídio de refeição e na retribuição das horas nocturnas relativamente aos trabalhadores com vínculos efectivos à AIS Portugal.

O SITE Sul reivindica «salários dignos» para todos os trabalhadores que laboram na AIS Portugal e o fim das discriminações entre trabalhadores da AIS, da Randstad e da GI Group.

Tópico