Ao participar na abertura do evento e na Cimeira de Negócios e Investimento China-Asean (CABIS), Pham Gia Tuc salientou que as relações entre a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e a China constituem um dos modelos de cooperação mais bem-sucedidos e estáveis das últimas quatro décadas, ao mesmo tempo que a China continua a ser um dos principais investidores directos estrangeiros em grande parte dos países do bloco.
Neste contexto, a cooperação comercial e de investimento entre o Vietname e a China contribuiu para o desenvolvimento e ligação de mercados e cadeias de produção, refere a Vietnam News Agency (VNA), acrescentando que o comércio bilateral atingiu os 188 mil milhões de euros nos primeiros oito meses de 2026, um aumento de mais de 35,2% em relação ao ano anterior.
Os investimentos chineses no Vietname ascendem a mais de 32 mil milhões de euros em mais de 7000 projectos, situando-se na sexta posição entre os 153 países e territórios que investem no país.
O vice-primeiro-ministro afirmou que o Vietname continuará a contribuir para alargar os espaços de cooperação entre a Asean e a China, em prol de uma prosperidade partilhada.
Após 23 edições, a CAEXPO e a CABIS deixaram de ser apenas feiras de promoção comercial para se tornarem plataformas fundamentais de ligação entre mercados, investimentos, tecnologias e empresas de ambas as partes, destacou o responsável governamental.
O foco deste ano na Zona de Comércio Livre ASEAN-China (ACFTA, na sigla em inglês), na inteligência artificial, nas economias digital e verde, na logística e nas cadeias de abastecimento reflecte a evolução da cooperação no sentido de uma maior ligação das capacidades de desenvolvimento, do comércio digital e do investimento em alta tecnologia, indica a fonte, que destaca a participação de 120 empresas vietnamitas, com mais de 200 stands.
Quatro propostas vietnamitas
Na ocasião, Pham Gia Tuc apresentou quatro propostas, a primeira das quais consiste em aplicar eficazmente a versão 3.0 do ACFTA, simplificando procedimentos para facilitar o comércio e o investimento e alargar o acesso aos mercados.
A segunda é promover um comércio e um investimento mais equilibrados e sustentáveis, bem como a cooperação entre empresas chinesas e da Asean em áreas como a agricultura ecológica, as energias limpas e outros sectores emergentes.
A terceira procura reforçar a conectividade digital e a inovação através da cooperação em inteligência artificial, comércio electrónico transfronteiriço, infra-estruturas digitais e logística inteligente, com o objectivo de construir um ecossistema digital regional inovador, seguro e inclusivo.
A última das quatro propostas centra-se na melhoria da conectividade das infra-estruturas, especialmente através de ligações de transporte transfronteiriço, logística e corredores económicos, para estabelecer cadeias de abastecimento regionais estáveis e eficientes.
«Exemplo de cooperação mutuamente benéfica»
Com o lema «Oportunidades da CAFTA 3.0, uma vida melhor», a CAEXPO e a CABIS deste ano celebram-se na capital da Região Autónoma Zhuang de Guangxi, no Sul da China.
De acordo com a organização dos eventos, no quinto aniversário do estabelecimento da Parceria Estratégica Abrangente China-Asean, a CAEXPO atraiu mais de 3400 empresas de mais de sete dezenas de países.
«Destacando-se pelo robusto comércio bilateral, a CAEXPO serve de exemplo de cooperação mutuamente benéfica entre países e injectou uma dose necessária de segurança e estabilidade num cenário global marcado por crescentes ventos contrários de proteccionismo e unilateralismo», refere o Global Times.
Segundo indica a Xinhua, a China mantém-se como o maior parceiro comercial da Asean há 17 anos consecutivos, enquanto a Asean é o maior parceiro comercial da China há seis anos seguidos.
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