Moataz al-Attrash, de 21 anos e proveniente de al-Khalil (Hebron), faleceu esta quarta-feira na cadeia de Ofer, depois de 11 meses sob regime de detenção administrativa, sem acusação ou julgamento.
Acusando a ocupação israelita pela morte de al-Attrash, organizações de defesa dos direitos dos presos reclamaram uma investigação urgente sobre as circunstâncias do falecimento, exigiram a divulgação do seu registo médico e das condições completas da sua detenção, refere o portal palinfo.com.
Para o Centro Palestiniano de Defesa dos Prisioneiros, a morte do jovem palestiniano na cadeia «lança novamente luz sobre os perigos que ameaçam as vidas de milhares de prisioneiros palestinianos, sujeitos a condições de detenção severas e violações contínuas».
Por seu lado, a SPP revelou que, com esta morte, sobe para 92 o número presos palestinianos mortos sob custódia israelita desde Outubro de 2023 – cujas identidades puderam ser confirmadas –, 53 dos quais eram provenientes de Faixa de Gaza.
O mesmo organismo indicou, esta quinta-feira, que o número documentado de prisioneiros que faleceram nas cadeias da ocupação desde 1967 subiu para 329.
«Sistema de crimes e violações»
Em comunicado, a SPP destacou que estes presos faleceram como resultado de «um sistema de crimes e violações», que inclui tortura, fome, negligência médica, agressões, humilhações, maus-tratos e a privação dos direitos humanos fundamentais.
O destino de vários presos da Faixa de Gaza permanece desconhecido em virtude da prática de desaparecimento forçado, explica o texto, ao mesmo tempo que destaca a acumulação de testemunhos e dados que apontam para a execução sumária de dezenas de detidos.
A nota, também citada pela Wafa, refere ainda há cem casos de presos falecidos (e identificados) no interior das cadeias da ocupação cujos corpos continuam retidos.
Nesta centena de corpos incluem-se os de 89 presos que perderam a vida nas prisões desde o início do genocídio.
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