|Hospital Garcia de Orta

Ataque informático ao Garcia de Orta origina erros médicos

O SMZS quer uma reunião urgente com o conselho de administração do Garcia de Orta, em Almada. Após ataque informático, clínicos não têm acesso ao sistema, colocando em risco utentes e profissionais de saúde. 

O Hospital Garcia de Orta abrange os concelhos de Almada e do Seixal, com cerca de meio milhão de utentes
CréditosMário Cruz / Agência Lusa

Face à «situação caótica que está instalada», o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS/FNAM) vai reunir-se com os médicos do Hospital Garcia de Orta (HGO) e «vai continuar a dar resposta, através da intervenção do seu serviço jurídico», refere a estrutura sindical num comunicado, onde anuncia que vai pedir uma reunião urgente com o Conselho de Administração do HGO.

Após o ataque informático ocorrido no fim de Abril, os médicos não têm acesso ao sistema informático, «colocando em risco os cuidados de saúde aos utentes e a segurança dos profissionais de saúde». A impossibilidade de acesso à internet impede a realização de diários clínicos, a parametrização de dados clínicos anteriores, a prescrição electrónica de medicamentos, a obtenção de baixas médicas ou o pedido de exames de diagnóstico.

Na situação actual, acrescenta o sindicato, «os médicos não conseguem aceder ao processo dos utentes, o que potencia o erro médico», sublinhando ter havido já situações em que a prescrição manual «motivou erros».

O SMZS admite que este cenário tem levado médicos, profissionais de saúde e utentes «a um grande sentimento» de preocupação e de insegurança devido à falta de resposta do conselho de administração, «que se escusa num plano de contingência que simplesmente não dá resposta». Denuncia, por outro lado, que, apesar de ser uma «prioridade absoluta, apenas está prevista uma resolução parcial no Verão e a resolução total desta situação no Outono.

Para o sindicato, o ataque do mês passado mostrou a «enorme vulnerabilidade» dos sistemas informáticos do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Num momento em que se têm multiplicado ataques informáticos a várias empresas e organizações, em particular na área da saúde, apela a uma intervenção urgente da tutela e dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) com vista a aumentar a cibersegurança no SNS.

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