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Arranca greve na Hanon pelos direitos sindicais

Para além de não aceitar as exigências dos trabalhadores, a direcção impediu a entrada de dirigentes sindicais na fábrica. Os plenários aconteceram, com os dirigentes no exterior, e foi decidida a greve.

Concentração de trabalhadores à porta da fábrica da Hanon, em Palmela
Concentração de trabalhadores à porta da fábrica da Hanon, em PalmelaCréditos

Num comunicado conjunto, o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN) e o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE Sul/CGTP-IN) afirmam que a administração da Hanon «convive mal com a Constituição», particularmente com os artigos que se prendem com os direitos dos trabalhadores.

Na passada quinta-feira, dirigentes destes sindicatos que previam participar em três plenários foram impedidos de entrar na empresa. A GNR foi chamada ao local pelos dirigentes sindicais para levantar o auto e foi apresentada uma participação junto da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Para as estruturas sindicais, esta atitude «ilegal» traduz o «desespero da administração da Hanon face à unidade e luta dos trabalhadores» em defesa das suas reivindicações. 

Os sindicatos saúdam ainda a postura dos trabalhadores, «que não baixaram os braços, não abdicaram do seu direito de reunião» e participaram nas reuniões agendadas, mesmo com os dirigentes sindicais fora das instalações da empresa.

Nos plenários, os trabalhadorees decidiram realizar paralisações de duas horas por turno, de segunda a quinta-feira. Na sexta-feira, 13 de Novembro, a greve será total (oito horas por turno).

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