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Apesar dos lucros registados, a Cofina avança com despedimento colectivo

Depois de beneficiar de um apoio do Estado no contexto da crise pandémica, a Cofina Media, que detém o Correio da Manhã e o Jornal de Negócios, vai avançar com um despedimento colectivo de 26 trabalhadores.

CréditosAntónio Cotrim / Lusa

O processo «implicará a cessação de 26 contratos de trabalho e fundamenta-se em motivos de mercado e estruturais, mais precisamente na redução da actividade da empresa e na consequente necessidade de proceder à reestruturação da sua organização produtiva», invoca a Cofina Media.

O despedimento afecta a área do tratamento de imagem, onde serão extintos cinco postos de trabalho, abrange ainda cinco revisores, quatro jornalistas, quatro documentalistas, um fotojornalista e um coordenador geral de fotografia. Serão ainda extintos postos de trabalho na direcção comercial.

A Cofina registou 5,5 milhões de euros em lucros recorrentes no ano passado, apesar de esse valor constituir uma quebra de 23% face a 2019. Já as receitas totais da CMTV ascenderam a 15,53 milhões de euros, uma subida de 5% face a 2019.

Recorde-se que o grupo Cofina foi o terceiro a ser apoiado pelo Estado no âmbito dos apoios à comunicação social devido à crise pandémica, tendo recebido 1,7 milhões de euros.

Na comunicação enviada aos 26 trabalhadores abrangidos pelo despedimento colectivo, a empresa destaca a «profunda crise que afecta o sector» e refere que o grupo Cofina tem vindo a perder volume de negócios, tanto nas vendas de produtos como nas vendas de publicidade.

No documento, a Cofina Media recorda que já em 2017 tinha feito uma «profunda reestruturação» que afectou as redacções das várias publicações, que levou à cessação de 100 contratos de trabalho, entre rescisões por mútuo acordo e despedimento colectivo.

A Cofina Media, que em Março contava com 656 trabalhadores, detém várias publicações, entre elas, o Correio da Manhã, o Record, o Jornal de Negócios, a revista Sábado e a TV Guia, sendo ainda «dona» da CMTV.

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