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Ao patronato tremem-lhe as pernas: Corticeira Amorim impede actividade sindical

Em vésperas de greve geral, a Amorim Cork Equipar, empresa do Grupo Amorim, impediu o acesso de representantes sindicais às suas instalações fabris em Coruche. Para o sindicato, a acção é de «extrema gravidade democrática».

O Sindicato dos Trabalhadores da Cerâmica e Construção do Sul (STCCMCS/CGTP-IN) a questão é clara: «A Corticeira Amorim tem medo. Medo do sindicato. Medo da lei. E, sobretudo, medo dos trabalhadores unidos» e a empresa assim o demonstra, de acordo com a denúncia da estrutura sindical.

Segundo o que é reportado, a Amorim Cork Equipar, empresa do Grupo Amorim, impediu o acesso de representantes sindicais às suas instalações fabris em Coruche. Conforme se lê no comunicado sindical ocorreu ontem de manhã, dia 26 de Maio, e para o sindicato não é um «incidente menor», mas sim «um ataque directo, consciente e deliberado à liberdade sindical».

Na óptica da estrutura afecta à CGTP-IN, a empresa procura «transformar uma fábrica num espaço onde a lei não entra», ao impedir a entrada de dirigentes sindicais para contactem com os trabalhadores, algo que viola a Constituição da República Portuguesa, o Código do Trabalho e convenções internacionais ratificadas pelo Estado português.

Para o sindicato, no entanto, esta não é uma acção isolada, mas parte de uma cultura empresarial que visa acabar com os direitos laborais: «O comportamento de hoje não é um acto isolado. É o reflexo de uma cultura empresarial que tenta controlar, intimidar e isolar os trabalhadores, impedindo que tenham acesso ao seu Sindicato e às informações que lhes dizem respeito», lê-se no comunicado.  

Apesar do grave ataque à liberdade sindical que a Corticeira Amorim procurou realizar, o sindicato não ficou parado e, conforme informa a estrutura sindical, o caso foi reportado às autoridades, tendo sido exigida intervenção imediata e reposição da legalidade.

Face a tal situação, o STCCMCS questiona de forma retórica «que modelo de relações laborais defende afinal a corticeira Amorim? Um modelo democrático ou um modelo autoritário?». Na ausência de resposta, lê-se no comunicado, o sindicato voltará à empresa «porque a lei o garante», «porque os trabalhadores o exigem», «porque nenhuma porta fechada consegue travar a liberdade sindical», e porque a tentativa de silenciar um sindicato «prova de que a luta é necessária e de que a empresa teme a força colectiva dos trabalhadores». 
 

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