A decisão de avançar para a greve foi confirmada num plenário de trabalhadores, na noite desta quarta-feira, na sequência de uma contraproposta apresentada durante a tarde pela administração do Metropolitano de Lisboa, segundo explicou à agência Lusa Sara Gligó, dirigente sindical da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN).
Segundo a estrutura sindical, a paralisação é justificada pelo incumprimento de acordos assinados em 2019, nomeadamente ao nível da formação e organização do trabalho. «Tem tudo a ver com condições de trabalho, formação de trabalhadores para estas categorias e o retirar de algumas funções», afirmou a dirigente sindical, acrescentando que os trabalhadores sentem-se «desrespeitados».
Segundo explicou a dirigente da Fectrans, Anabela Carvalheira, esta manhã, em declarações à RTP, por um lado, «o que está em causa são as usurpações de funções, nomeadamente no que respeita aos inspectores, por parte de uma estrutura de técnicos superiores que a empresa criou». Por outro, e no que respeita ao acordo de 2019, há a questão da reposição de efectivos. «Nesta altura, e particularmente nos últimos cinco meses, a empresa não tem colocado efectivos nestas áreas, havendo situações em que os trabalhadores, inclusivamente, em vez de tomar conta do seu posto de trabalho, têm de tomar conta de mais dois ou mais três».
Anabela Carvalheira alerta que não é apenas o desgaste dos trabalhadores que está em causa, mas também as normas de segurança. «Um trabalhador que está a tomar conta de uma linha, não pode conta de duas ou de três», denuncia.
A dirigente salienta que ainda não houve da parte da empresa uma proposta que vá ao encontro das reivindicações dos trabalhadores, que «têm sido vítima de assédio moral e laboral nestas áreas». E que, apesar da greve prevista para a próxima terça-feira, 14 de Abril, as organizações sindicais vão continuar a tentar manter o diálogo com o Metro de Lisboa.
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