Os trabalhadores do Instituto da Segurança Social (ISS) podem aceder a carreiras superiores, de acordo com as suas habilitações, a partir de 1 de Setembro, foi hoje divulgado pelo ISS, apesar do congelamento de carreiras que vigora na função pública.
Foi aprovada a promoção de seiscentos trabalhadores. A valorização foi feita através da autorização de pedidos de mobilidade de carreira que implicam, na prática, ganhos salariais que podem ir até ao dobro da remuneração bruta que os funcionários estavam a receber.
Um comunicado enviado aos trabalhadores acrescenta que esta decisão «representa um esforço orçamental permitido por uma gestão rigorosa dos recursos disponíveis».
Os trabalhadores colocados nas carreiras de assistente técnico e de assistente operacional que têm licenciatura transitam para a carreira de técnico superior, «salvo situações muito especiais». Já os assistentes operacionais que têm o 12.º ano de escolaridade passam para a carreira de assistente técnico.
O ISS não concretiza qual será o aumento salarial associado a esta mobilidade, nem o consequente impacto no orçamento.
Em 2014, durante o Governo do PSD e do CDS-PP, o instituto tinha sido alvo de um processo de dispensa de mais de 600 trabalhadores, enviados para a requalificação. Já com o actual Governo, uma parte desses funcionários acabou por voltar ao serviço de onde tinham saído, e a nova direcção do ISS diz que quer investir «no activo mais importante do ISS» que é «os seus trabalhadores».
A Federação dos Sindicatos da Função Pública, filiada na CGTP-IN, lembrou, em comunicado, que tem vindo «a denunciar os factores de estagnação e congelamento das carreiras profissionais» e considerou que a as lutas que têm sido concretizadas estão a dar «resultados positivos para os trabalhadores».
A estrutura sindical exige que a solução anunciada pelo ISS «seja uma solução definitiva para os trabalhadores».
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