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CarrisTur: «Firmeza e unidade» a caminho de melhores salários

A «grande» participação no plenário dos trabalhadores da CarrisTur quebrou a irredutibilidade da administração, que aceita agora discutir um conjunto de novas matérias. Greves convocadas para 2 e 9 de Maio.

Continua suspenso o Contrato Colectivo de Trabalho Vertical dos trabalhadores da CarrisTur
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As negociações que decorrem entre as estruturas representativas dos trabalhadores e a CarrisTur, o principal operador de circuitos turísticos em autocarros panorâmicos em Portugal, têm um antes e um depois do plenário realizado na passada terça-feira. A «grande» adesão à acção sindical forçou a alteração da irredutível posição patronal de recusar «discutir as restantes matérias» que constam na proposta de revisão do Acordo de Empresa (AE) do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP/CGTP-IN).

Para além de uma nova disponibilidade para negociar outras questões (manifestada logo no dia a seguir ao plenário), a CarrisTur «evoluiu» ainda no que toca a algumas das propostas já em negociação, refere o sindicato, em comunicado. A administração aceitou a «evolução das 19 para as 20 anuidades e de passar o seu valor unitário para 10 euros, (traduzindo-se isto, num aumento de 52 cêntimos)», a introdução dos feriados dos trabalhadores das regiões autónomas  no AE e clarificou a questão da majoração das férias, «de forma a que os trabalhadores tenham direito aos 4 dias de majoração, desde que utilizem os 15 dias de férias no período de menor actividade da empresa»

A CarrisTur ficou ainda de propôr a introdução de «melhorias na fórmula de cálculo da retribuição». O STRUP lamenta, no entanto, que a administração insista em limitar o aumento salarial para 2026 em 50 euros e se recuse a negociar a melhoria das condições de trabalho na empresa, incluindo aumentos no subsídio de refeição e na «evolução faseada para as 35h».

Como demonstração de boa vontade, o sindicato solicitou que a empresa aplicasse, desde já, a sua própria proposta de 50 euros de aumento (com retroactivos a Janeiro de 2026) – algo que a CarrisTur recusou fazer. Tendo em conta as decisões tomadas no plenário geral, que rejeitam uma tão parca valorização da sua remuneração, o STRUP entregou um pré-aviso de greve, das 7h30 às 19h30h, nos dias 2 e 9 de Maio.

Embora a administração tenha afirmado que ficava suspenso o processo de negociação até à realização da greve, o STRUP não deixou de expressar toda a sua disponibilidade para encontrar «as soluções que permitam a suspensão do pré-aviso de greve colocado». O sindicato considera estar nas mãos da administração da CarrisTur a criação das condições para, com abertura negocial, «evitar a greve que os trabalhadores não desejam, mas que não deixarão de realizar, com toda a firmeza e determinação, se a isso forem obrigados».

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