Enclausurada entre 15 cenas e seis actores, a vida quotidiana altera-se drasticamente e a sociedade é dominada pelo medo em O último Reich. Os seis intérpretes são responsáveis por dar vida a mais de 50 personagens, num apanhado de cenas que não são nem lineares nem completas, mas antes fragmentos, num espectáculo que pretende inserir o público numa experiência imersiva, um «laboratório social».
Quando se assinalam 70 anos da morte do dramaturgo Bertolt Brecht, a companhia Arte33 traz aos palcos uma adaptação da sua peça O terror e a miséria no III Reich. Na nova versão, o dia-a-dia na Alemanha nazi da década de 1930 ecoa na realidade do século XXI, com a mesma atmosfera de temor e incerteza, onde «pais temem filhos, vizinhos espiam vizinhos e a linguagem serve ao poder», lê-se na sinopse da peça.
A adaptação e dramaturgia é de Rui Silvares e a encenação pertence a Ana Nave, que integra o elenco juntamente com Ana Saltão, António Olaio, Carlos Dias Antunes, Elsa Viegas e Francisco Silva. O último Reich estreia-se esta sexta-feira, dia 3 de Abril, no Salão das Carochas, onde fica até 26 de Abril, com sessões de quinta a domingo.
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