Em declarações a uma rádio, o ministro israelita das Finanças disse, esta segunda-feira, que a actual campanha militar israelita de agressão ao Líbano deve terminar com a alteração das fronteiras entre os territórios palestinianos ocupados em 1948 e o Líbano, que passaria a ser o Rio Litani, 40 quilómetros a norte das fronteiras actuais.
Israel lançou uma intensa campanha de bombardeamentos contra o Líbano no passado dia 2 de Março, dois dias depois do início da agressão conjunta ao Irão levada a cabo por forças sionistas e norte-americanas.
Desde então, Israel exigiu aos 200 mil residentes a sul do Rio Litani – o maior curso fluvial e a principal fonte de água do Líbano – que saíssem desse território com cerca de 850 quilómetros quadrados, alegando aquilo que designou como «operações terrestres limitadas e direccionadas contra importantes bastiões do Hezbollah», indica a Al Mayadeen.
Segundo refere The Cradle, as unidades da resistência têm estado activas na região, procurando repelir uma invasão israelita e evitar que o território seja anexado por Israel.
A mesma fonte recorda que a vontade israelita de conquistar o Sul do Líbano é declarada há décadas, com o intuito de se apoderar dos recursos hídricos e de expandir as fronteiras do chamado «Grande Israel», que, de acordo com os planos sionistas, inclui ainda toda a Cisjordânia, Gaza, o Sul da Síria, a Jordânia e partes do Iraque.
É também neste contexto que se inscrevem as invasões israelitas do Líbano em 1978 e 1982. As tropas sionistas ocuparam grande parte do Sul do país entre 1982 e 2000, mantendo ali uma autoproclamada «zona de segurança» até que as operações da resistência libanesa forçaram a sua retirada.
Expansão das operações militares israelitas
No domingo, as forças israelitas anunciaram a intenção de intensificar as operações aéreas e terrestres no Sul do Líbano, depois de o ministro israelita da Guerra, Israel Katz, já ter ameaçado ocupar partes do país dos cedros caso o executivo de Beirute não desarmasse a resistência que faz frente aos planos sionistas.
Numa tentativa de separar o Sul do resto do país, Israel começou a destruir pontes e passagens que ligam as margens do Rio Litani, e acelerou a demolição de casas perto da fronteira com os territórios palestinianos ocupados em 1948.
Os bombardeamentos israelitas no Sul do Líbano, Beirute e mais além prosseguem. Desde o início da agressão, a 2 de Março, os ataques provocaram pelo menos 1072 mortos e 2966 feridos entre a população civil, além de um milhão de deslocados, de acordo com as autoridades libanesas.
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