A autarquia indicou num comunicado que Carlos Moedas convocou uma reunião extraordinária do executivo para sexta-feira para «fixar em oito o número de vereadores em regime de tempo inteiro», atribuindo a Ana Simões Silva (que se desfiliou do Chega em Janeiro) os pelouros da Saúde e do Desperdício Alimentar e competências «no âmbito do grupo de trabalho responsável pelas candidaturas a projectos europeus».
«Com esta alteração, que resulta na formação de uma maioria absoluta com nove eleitos (num total de 17), serão reforçadas as condições para a governação estável e coesa da autarquia, permitindo ao executivo liderado por Carlos Moedas concretizar o programa sufragado pelos lisboetas para o quadriénio 2025-2029», lê-se na nota.
Recorde-se que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa já tinha conseguido reforçar os seus poderes com a delegação de competências votada em Novembro pelos eleitos da coligação que o elegeu (PSD, CDS-PP, IL) e do Chega, o que na prática representa o afastamento da discussão colectiva e do escrutínio pelos vereadores eleitos. O presidente ganhou assim a possibilidade de poder decidir sozinho sobre questões que tocam directamente na vida dos lisboetas, como alterações orçamentais, alienação de património, licenciamento de operações urbanísticas, gestão das refeições escolares e outras competências no âmbito da educação, mas não apenas. Em áreas como a habitação, estacionamento e cultura o presidente Carlos Moedas passou a poder também decidir sozinho.
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