A direita na Câmara Municipal de Lisboa (PSD/CDS-PP/Iniciativa Liberal e Chega) construiu uma proposta consensual no que às taxas a aplicar nas Feiras e Mercados do município diz respeito. Na reunião de câmara desta quarta-feira, a proposta original do executivo de Carlos Moedas foi alterada para contemplar a posição dos vereadores do Chega, passando de uma redução de 15% para 20%.
A redução temporária das taxas cobradas nos mercados e nas feiras municipais a aplicar em 2026 será agora submetida à Assembleia Municipal de Lisboa. As propostas dos vereadores do PCP, BE e PS para manter o valor da redução em 30%, em linha com o que estava em vigor no ano passado, foram chumbadas pela maioria PSD/CDS/IL/Chega.
Numa publicação feitas nas redes sociais, a CDU Lisboa acusa a maioria na autarquia de, na verdade, estar a promover um aumento encapotado. Em 2025, Carlos Moedas aceitou aplicar uma redução destas taxas no valor de 30% (na sequência de uma proposta do PCP para reduzir este valor em 50%), o que significa que, na prática, os feirantes e trabalhadores dos mercados municipais vão pagar agora, graças à intervenção de partidos anti-impostos como a Iniciativa Liberal e o Chega, pagar mais 10% do que pagavam no ano anterior.
No documento apresentado pelo PCP, chumbado pelo PSD, CDS, IL e Chega, o vereador João Ferreira defendia a necessidade de uma redução efectiva dos custos para os trabalhadores destes espaços municipais, medida indispensável para a «defesa e manutenção das actividades de economia local assentes em estruturas empresariais familiares e de pequena escala, designadamente, das iniciativas empresariais nos mercados e feiras municipais».
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