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Apoio a Cuba reafirmado em Calcutá e na Cidade do México

Face às agressões e ameaças acrescidas dos EUA, organizações solidárias na Índia e no México reiteraram o seu apoio a Cuba, à Venezuela bolivariana e aos governos progressistas na América Latina.

No Jardim San Carlos, na Cidade do México, fizeram-se ouvir vozes contra o imperialismo, em defesa de Cuba e a apoiar a Venezuela Créditos / PL

Em Calcutá, no Nordeste da Índia, a Organização Paz e Solidariedade de Toda a Índia (Aipso) e a Amigos da América Latina-Índia (Fola-India) promoveram uma iniciativa solidária, este sábado, que contou com a presença do embaixador cubano no país asiático, Juan Marsán, a primeira secretária da embaixada, Maiky Díaz, e destacados militantes de partidos de esquerda.

Depois de um minuto de silêncio em memória daqueles que sacrificaram as suas vidas a lutar contra o imperialismo em toda a América Latina, o presidente da Fola-India, Bikash Ranjan Bhattacharya, salientou o imperativo de reforçar a luta unida contra a agressividade imperialista norte-americana e dos seus aliados, que – disse – ultrapassaram todos os limites, desrespeitando as normas internacionais e violando princípios éticos e direitos humanos no mundo.

Já o embaixador cubano referiu-se à difícil situação que o seu país enfrenta, no contexto da agressão dos EUA contra a Ilha, num dia em que o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, alertou para a possibilidade de os Estados Unidos imporem um bloqueio total às importações de petróleo por parte do país caribenho.

O diplomata cubano na Índia fez também questão de transmitir uma mensagem forte sobre a resistência e a determinação com que a Ilha se esforça por avançar e ultrapassar a guerra económica, comercial e financeira imposta por Washington há mais de seis décadas, elevada a níveis sem precedentes pelo líder da Casa Branca, Donald Trump, e o seu Secretário de Estado, Marco Rubio, indica a Prensa Latina.

Marsán agradeceu a solidariedade manifestada pelo povo indiano e declarou que Cuba «lutará com coragem, determinação e glória para defender as suas políticas socialistas», face ao «ataque implacável imperialista» dos EUA.

Defesa de Cuba e apoio à Venezuela na Cidade do México

Cubanos residentes no país azteca e membros de diversas organizações repudiaram, este sábado, as ameaças norte-americanas contra a Ilha. «Uma vez mais, do Norte fazem-se ouvir vozes que não conhecem a história nem respeitam a soberania, vozes que murmuram a velha e desgastada ameaça da invasão contra a nossa pátria, Cuba», declarou a vice-presidente da Associação de Cubanos Residentes no México José Martí, Olivia Garza.

Ao participar numa iniciativa no Jardim San Carlos, na capital mexicana, a activista denunciou que «a ameaça de invasão não é um instrumento de política externa legítima», mas «o recurso do acosso imperial, a ferramenta dos que não podem tolerar a diferença e a independência».

Garza destacou que se trata da mesma política usada durante mais de seis décadas pelos EUA para «tentar estrangular o povo» da maior ilha das Antilhas com «um bloqueio criminoso», perante o qual o povo continua «de pé, a defender o país».

«Atacar Cuba – disse – não seria apenas um acto de guerra contra uma ilha; seria uma bofetada aos princípios da Carta das Nações Unidas, um retrocesso para a lei da selva, do mais forte.»

Apoio a Delcy e exigência de libertação de Maduro

A associação de residentes cubanos expressou ainda o seu apoio à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e exigiu a libertação do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, sequestrados durante o ataque militar de Washington contra o país sul-americano no passado dia 3 de Janeiro.

A este propósito, salientou que «Cuba escreveu novamente uma página gloriosa do seu internacionalismo com a queda em combate dos 32 heróis» que defenderam a revolução bolivariana e o seu presidente.

Representantes de várias organizações intervieram numa iniciativa que se enquadra nas comemorações do 173.º aniversário do nascimento de José Martí, herói nacional de Cuba, e do centenário do nascimento de Fidel Castro.

Uma das intervenientes, Irma Tovar, da Coordenadora Mexicana de Solidariedade com a Venezuela, frisou a necessidade de unidade como princípio fundamental de luta contra a narrativa norte-americana, que pretende provocar a divisão entre povos e governos irmãos.

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