O plano de negócios apresentado pela EDP para 2026-2028 prevê um investimento de 12 mil milhões de euros e alcançar lucros de 1,3 mil milhões em 2028. O grupo antecipa ainda dividendos a crescer 5% para 21 cêntimos por acção. A saúde financeira da empresa (que deve anunciar lucros superiores a um milhar de milhão em 2025) contrasta com os salários próximos do mínimo que milhares dos seus trabalhadores auferem.
Em comunicado enviado ao AbrilAbril, a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN) e os sindicatos que a integram salientam essa mesma discrepância: «os trabalhadores das empresas do Grupo EDP (como a generalidade dos trabalhadores em Portugal) sentem, no dia-a-dia, o impacto do brutal aumento dos preços de bens e serviços, que há vários anos os obriga ao aperto do cinto».
O caderno reivindativo da Comissão Negociadora Sindical da Fiequimetal, entregue esta semana, exige «um aumento salarial de 7,5%, com o mínimo de 150 euros; a valorização das restantes matérias de expressão pecuniária em 15%; a melhoria do valor das ajudas de custo, nomeadamente, dando relevo ao aumento do valor da refeição principal». A EDP assumiu o compromisso de responder às exigências até ao dia 4 de Fevereiro.
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