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No Brasil, cartas de apoio a Maduro e exigência da sua libertação

A iniciativa partiu da Brigada Bolivariana pela Paz na América Latina e Caribe, em conjunto com a Zonal do PT do Plano Piloto, visando recolher mensagens de apoio ao chefe de Estado sequestrado dia 3.

Créditos / PL

Brasileiros e outros cidadãos latino-americanos juntaram-se, este sábado, na Feira Agroecológica da Ponta Norte, em Brasília, para ali redigirem cartas de solidariedade e apoio ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e à sua esposa e deputada, Cilia Flores, que se encontram detidos em Nova Iorque, depois de terem sido raptados por forças norte-americanas em Caracas.

Flavia Rodrigues, membro da Brigada Bolivariana pela Paz na América Latina e Caribe, disse à imprensa que a iniciativa de motivar as pessoas a expressarem a sua solidariedade por escrito ao chefe de Estado venezuelano responde a um pedido do seu filho, Nicolás Maduro Guerra.

Explicou ainda que a acção visa retribuir a ajuda humanitária prestada pela Venezuela ao Brasil durante a pandemia. «Amor com amor se paga», disse, recordando o envio de oxigénio medicinal decretado por Caracas quando o seu país atravessava um momento crítico.

Nas suas declarações, Rodrigues contextualizou a iniciativa no âmbito de uma resposta mais ampla à ofensiva imperialista, tendo afirmado que «a Venezuela é o coração da América Latina» e que o imperialismo está também a atacar Cuba, o Brasil, a Gronelândia e todos os países que tenham riquezas, refere a TeleSur.

No entanto, mostrou-se confiante que o imperialismo não vai alcançar os seus objectivos, porque «a América Latina é combativa, é revolucionária» e se recusa a ser o quintal de Donald Trump.

«Maduro precisa voltar imediatamente»

Por seu lado, Jacy Afonso, ex-presidente do PT (Partido dos Trabalhadores) em Brasília, estabeleceu um paralelo com a campanha de apoio ao presidente brasileiro, Lula da Silva, durante o seu encarceramento.

«Quando Lula estava preso, nós escrevíamos cartas para ele, e agora a companheira Flavia e outras pessoas também tomaram a mesma iniciativa», disse, frisando que «Maduro precisa voltar imediatamente porque foi sequestrado por Trump, tem que estar no seu país, na presidência da República».

O evento na capital brasileira também contou com a participação de venezuelanos residentes no país. Um deles, Damelis Castillo, expressou toda a sua emoção e abalo pelo sequestro do presidente Maduro e pela violação da soberania venezuelana.

Em diálogo com a Prensa Latina, defendeu o respeito pelo direito internacional e os direitos humanos.

Para o próximo sábado, as organizações promotoras da iniciativa prevêem realizar uma acção semelhante, que também incluirá uma recolha de assinaturas para reclamar a libertação de Maduro e Flores.

Em Caracas, a Praça Bolívar foi palco de uma iniciativa do género. O objectivo, explica a TeleSur, é que em todas as praças Bolívar do país se juntem cidadãos a escrever missivas de apoio a Nicolás Maduro e à sua esposa.

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