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Sindicato afirma que Câmara de Gaia não tem «respeito» pelos próprios trabalhadores

Assistentes das escolas de Vila Nova de Gaia são obrigados pela Câmara a prestar serviço em IPSS, o que provocou uma greve de 3 semanas em Dezembro. Prática do executivo PS continua no mandato PSD/CDS/IL.

«Este abuso dura há anos. E há anos que os trabalhadores o recusam — com luta», afirmava o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN/CGTP-IN), divulgado apenas três dias antes do início das três semanas de greve das assistentes operacionais das escolas de Vila Nova de Gaia. No final desta jornada de luta, à agência Lusa, não sobravam dúvidas ao sindicato: a greve foi «esclarecedora sobre a vontade dos trabalhadores».

Em causa está a «cedência unilateral» destes profissionais a cerca de 11 IPSS do concelho ao abrigo do programa GAIAaprende+i. Nestes moldes, a situação em que se encontram os assistentes operacionais «é muito pouco democrática», explicou Orlando Gonçalves, coordenador do STFPSN, no final da greve. São «obrigados pelo município a trabalhar para IPSS, cumprindo horários e ordens determinadas pelos respectivos directores, que não são os seus superiores hierárquicos».

Até ao momento, o recém-empossado executivo PSD/CDS-PP e IL ainda não aceitou receber estes trabalhadores e as suas organizações representativas, numa postura que demonstra uma «falta de respeito» por quem trabalha, a mesma falta de respeito com que estes profissionais já eram tratados pela maioria PS do anterior mandato. Ao Jornal de Notícias, Firmino Pereira, vereador com o pelouro da Educação, assumiu estar disponível para esse encontro mas, 11 dias depois, nenhuma reunião foi agendada ou qualquer contacto estabelecido com o sindicato ou os trabalhadores, apurou o AbrilAbril.

O STFPSN não tem dúvidas. Os trabalhadores não-docentes «não são pau para toda a colher» e a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia «não pode pôr e dispor deles como bem entende», independentemente do mérito dos programas educativos que promovem. «O novo Executivo deve saber uma coisa: os trabalhadores não aceitam ser ignorados. Não recuam. Não esmorecem. E não desistem dos seus direitos e da sua dignidade», estando já a ser equacionadas novas paralisações no futuro.

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