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|Península da Coreia

Negociações secretas em Estocolmo

Diplomatas estado-unidenses e norte-coreanos estão reunidos há dois dias na capital sueca, em encontro mediado pelo governo daquele país nórdico.
Créditos EPA/ANDERS WIKLUND SWEDEN OUT / LUSA

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Diana Kudhaib, declarou que as delegações incluíam o enviado especial dos EUA para a Coreia do Norte, Steven Biegun, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Chue Son Hui, e a própria ministra dos Negócios Estrangeiros sueco, Margot Wallstrom.

A Suécia tem relações diplomáticas com Pyongyang desde 1973 e é um dos poucos países ocidentais a aí manter uma embaixada, a qual presta serviços consulares aos EUA, segundo a Associated Press (AP). Foi Margot Wallstrom que, em Março de 2018, reuniu em Estocolmo com o ministro dos Negócios Estrangeiros da RPDC, Ri Yong Ho, num encontro preparatório da cimeira de Singapura entre Donald Trump e Kim Jong Un, em Junho.

A reunião que está a decorrer em Estocolmo segue-se à entrega ao presidente King Jong Hun, em mão própria, de uma carta do presidente Donald Trump, e sugere que os EUA e a RPDC estão mais próximos de um compromisso, depois de um impasse que se prolongou ao longo de muitos meses.

Recentemente o presidente Kim fez uma visita surpresa a Pequim para se reencontrar com o presidente chinês Xi, sugerindo um papel importante para a China em qualquer plano de desnuclearização da península coreana.

A Coreia do Sul tem vindo a discutir com os EUA a necessária correspondência aos passos de desnuclearização da RPDC, nomeadamente o desmantelamento do complexo de mísseis intercontinentais (ICBM) dos EUA em Yongbyon, na Coreia do Sul, afirma a Reuters, citando fontes oficiais sul-coreanas.

Cheong Seong-chang, investigador do Instituto Sejong (Coreia do Sul) referiu àquela agência noticiosa que, num segundo encontro entre os presidentes dos EUA e da RPDC, teria de se encontrar um equivalente para a abolição por Pyongyang disponível dos seus mísseis ICBM», o qual seria, na opinião do investigador, «desmantelar o complexo de Yongbyon».

Na terça-feira passada Pyong Yang e Seul deram um passo mais na aproximação registada após a histórica cimeira de Panmunjom, de Abril de 2018, e da cimeira de Pyong Yang, em Setembro: a Coreia do Sul concordou em deixar de chamar «inimigo» à Coreia do Norte no seu documento bienal de Defesa, reporta a AP.

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