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Vítimas dos incêndios em roulotes e tendas, meio ano depois

O ministro do Planeamento disse não conhecer casos de pessoas a viver em roulotes ou tendas após verem as suas habitações destruídas pelos incêndios de 2017, mas as denúncias são várias.

Bárbara, uma das vítimas dos incêndios de 2017, vive num armazém, enquanto a sua filha vive na roulote
Bárbara, uma das vítimas dos incêndios de 2017, vive num armazém, enquanto a sua filha vive na rouloteCréditos / Maavim

O ministro Pedro Marques foi ouvido, na quarta-feira, no Parlamento, a pedido do PCP. Em resposta ao deputado comunista João Dias, que denunciou a situação, o governante disse não conhecer «um único» caso de pessoas a viver em tendas.

Ontem, o gabinete do ministro precisou à RTP que, afinal, conhece um caso, tratando-se de alguém que já vivia nessas condições antes dos incêndios. Mas a realidade que o Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (Maavim) denuncia é bem diferente.

Em comunicado, emitido ontem, o Maavim desmentiu Pedro Marques e concretizou ter identificado casos de pessoas a viver em habitações precárias (tendas, roulotes, garagens) nos concelhos de «Arganil, Oliveira do Hospital, Seia, Tábua».

As fotografias partilhadas pelo movimento, e que o PCP já fez chegar ao Governo através de um requerimento, comprovam as denúncias. A reportagem que é emitida esta noite pela televisão pública no programa «Sexta às Nove» deve confirmar a situação dramática.

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