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Vacinas que rondam os 600 euros ainda não entraram no Plano Nacional de Vacinação

A ministra da Saúde vai ao Parlamento explicar o que está a ser feito para incluir as vacinas da meningite B, rotavírus e vírus do papiloma humano para os rapazes no Plano Nacional de Vacinação (PNV).

CréditosTiago Petinga / Agência LUSA

Os deputados da Comissão Parlamentar de Saúde aprovaram esta quarta-feira por unanimidade a audição da ministra Marta Temido para «obter um esclarecimento cabal sobre a concretização da norma orçamental relativa à inclusão de três vacinas» no Plano Nacional de Vacinação (PNV).

O PCP tinha proposto, em sede de discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2019, a inclusão das três vacinas no PNV, proposta que foi aprovada com o voto contra do PS, lembram os comunistas no requerimento votado na comissão parlamentar.

Os comunistas defendem a universalidade e gratuitidade das três vacinas em causa (meningite B, rotavírus e HPV para rapazes), com base em «evidências científicas», e que no conjunto custam cerca de 600 euros.

O Parlamento aprovou a inclusão destas três vacinas no PNV, o que as torna gratuitas, apesar de ainda não se conhecer a decisão técnica da Direcção-Geral da Saúde.

Vários pediatras têm defendido a inclusão da vacina da meningite B no PNV. Depois do êxito da vacinação contra a doença invasiva meningocócica do grupo C (MenC), já incluída no PNV, o grupo B passou a ser predominante e é actualmente responsável por mais de 70% dos casos de doença meningocócica em Portugal.


Com agência Lusa

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