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Um debate que não distingue PS, PSD e CDS-PP

Após o debate desta segunda-feira na RTP entre candidatos ao Parlamento Europeu, PS, PSD e CDS-PP não se distinguem sobre o essencial das suas políticas para a UE, apostando em ataques e tricas.

Ilustração de Irene Sá
Ilustração de Irene SáCréditosIrene Sá

No debate realizado esta noite de segunda-feira no canal público de televisão, PS, PSD e CDS-PP, a par do que têm feito nesta campanha eleitoral para o Parlamento Europeu (PE), insistiram na lógica dos ataques e tricas.

No entanto, quando foram «puxados» para discutir questões políticas de fundo, apresentaram dificuldades em diferenciar-se.

Foi assim na questão dos objectivos da privatização da Segurança Social, em que aqueles partidos, no PE, estiveram de acordo.

Também quanto à moeda única, em que, pese embora o diagnóstico transversal das consequências negativas para o País, PS, PSD, CDS-PP e aqui também o BE, apontando necessidades de reforma da Zona Euro, não avançam com propostas concretas para solucionar o problema.

Quanto aos fundos da UE, Pedro Marques, Paulo Rangel e Nuno Melo não conseguiram dizer que, se forem eleitos, vetam a actual proposta em cima de mesa da Comissão Europeia, que comporta um corte 7%, que a concretizar-se será o terceiro quadro financeiro consecutivo com cortes para Portugal.

Ficaram por ouvir opiniões daqueles candidatos designadamente quanto a temas como o peso da dívida pública, sem a renegociação da qual o País terá dificuldade de se libertar, e que apenas João Ferreira e Marisa Matias apontaram.

Aliás, perante o desafio lançado pelo candidato da CDU a PS, PSD e CDS-PP, estes não foram capazes, ao longo do debate, de dizer em que votações sobre matérias de fundo não votaram lado a lado.

Contas feitas, quanto a ideias de fundo sobre o projecto da União Europeia (UE) e muitas das suas políticas que têm prejudicado o País e a nossa população, PS, PSD e CDS-PP põem-se de acordo.

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