Possibilidade de aplicação de sanções apanha partidos fora de pé

PSD e CDS em negação culpam governo por défice de 2015

PSD e CDS dizem que se houver sanções a responsabilidade é do actual governo apesar de estar em causa o défice de 2015, ano em que os dois partidos governaram durante 11 meses.

Nuno Magalhães é líder parlamentar do CDS-PP
Nuno Magalhães é líder parlamentar do CDS-PPCréditos

Nuno Magalhães exige que governo apresente medidas antes de rejeitar eventuais sanções a Portugal vindas de Bruxelas. A posição do CDS foi assumida na abertura das jornadas parlamentares do partido nos Açores.

O líder parlamentar do CDS considera que as sanções, caso venham a ser aplicadas, resultam da «incompetência deste governo» e disse esperar que sejam apresentadas medidas para evitar as sanções como condição para votar favoravelmente o projecto de resolução que o PS se prepara para apresentar na Assembleia da República.

O presidente do PSD diz que «não há nenhuma razão para falar em sanções» pela actuação do anterior governo. Passos Coelho afina pela mesma nota que o CDS e diz que a responsabilidade por eventuais sanções será imputada ao actual governo. O ex-primeiro-ministro foi mais longe ao afirmar que o PSD «não alinha em lutas» com as instituições europeias e que em causa está «um discurso antieuropeu» no seio da maioria parlamentar de suporte ao governo.

Em causa está a decisão da Comissão Europeia sobre a aplicação de sanções a Portugal, adiada para Julho, por não ter cumprido o limite do défice imposto nos 3% do Produto Interno Bruto em 2015. O actual governo tomou posse no final de Novembro do ano passado, o que significa que Passos Coelho foi primeiro-ministro do governo de PSD e CDS que esteve em funções durante 11 meses de 2015.