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Portugueses são dos que pagam mais comissões bancárias por piores serviços

A banca privada portuguesa é a que presta menos serviços gratuitos entre sete estados europeus analisados pela Deloitte, apesar de se situar a meio na cobrança de comissões e taxas.

Sede do Banif, já com o logotipo do Santander Totta, a 22 de Dezembro de 2015
O Santander Totta, um dos banco analisados pela Deloitte, aumentou a comissão de gestão de conta em 37% nos últimos seis anosCréditosMário Cruz / Agência LUSA

Os bancos privados nacionais disponibilizam apenas 69 serviços bancários, 47 dos quais são gratuitos. Este último é o valor mais baixo de um conjunto de sete países analisados pela consultora Deloitte num estudo encomendado pelas estruturas representativas dos bancos espanhóis, que também avaliou as instituições financeiras da Alemanha, França, Itália, Holanda e Reino Unido.

Apesar disto, os portugueses não são poupados nas comissões bancárias, que, aliás, têm aumentado bastante nos últimos anos. Apesar de abaixo da média dos estados europeus analisados, Portugal situa-se a meio, com uma média de 78 euros por ano. Por comparação, no Reino Unido são 20 e em Espanha são 38, enquanto os valores da Alemanha desequilibram a média, com 181 euros anuais. Segundo a Deloitte, os bancos privados portugueses são dos piores na relação qualidade-preço.

Em Portugal, as instituições bancárias privilegiam os pacotes bancários, em que incluem um conjunto de serviços independentemente de os seus clientes os utilizarem ou não. A tendência é seguida precisamente pelos países com custos com comissões mais elevadas: Alemanha, França, Itália e Holanda. Ainda assim, em todos estes são oferecidos mais serviços gratuitos: em média são 59, mais 12 que em Portugal.

Os bancos nacionais analisados pela Deloitte foram o BCP (incluindo a sua subsidiária orientada para os serviços digitais, ActivoBank), o Santander Totta e o Novo Banco. Em conjunto, estas instituições representam cerca de metade do universo de clientes.

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