O Conselho de Ministros aprovou esta sexta-feira a criação de comissão para as comemorações dos 900 anos da Batalha de S. Mamede, que terá Paulo Portas, antigo líder do CDS-PP, como comissário-geral, anunciou o primeiro-ministro.
Luís Montenegro adiantou que Portas terá como missão coordenar a comissão executiva, que acompanhará de forma permanente as comemorações, mas a notícia está a gerar críticas. Para o PCP, a definição de Paulo Portas como figura «consensual», e que reúne «características do ponto de vista da sua intervenção cívica e política, como jornalista, como pensador, como jurista também, como político» – nas palavras de Montenegro, «choca totalmente com a realidade evidente para o País».
Em 24 de Junho de 2028, completam-se os 900 anos da Batalha de S. Mamede, considerada o momento da fundação de Portugal. Para os comunistas, a evocação deste importante acontecimento não deve ser objecto, «como esta nomeação indicia», de uma tentativa de «aproveitamento por parte do Governo e dos partidos que constituem a AD, de manipulação histórica e de cobertura para ocultar o posicionamento de quem executa uma política que põe em causa a soberania e independência nacionais».
O PCP acrescenta que a defesa e afirmação da soberania e independência nacionais, no quadro da cooperação e amizade com os outros povos e países, «é uma questão de particular importância para o presente e o futuro de Portugal», devendo basear-se numa orientação coerente com esse objectivo «e não com a sua delapidação».
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