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Pelo fim da agressão, acções solidárias com a Palestina em Lisboa e no Porto

A urgência de travar a agressão contra o povo palestiniano e de acabar com a impunidade de Israel e as suas reiteradas violações do direito internacional são destacadas pelas organizações promotoras.

Bombardeamento das forças israelitas sobre a Faixa de Gaza esta quinta-feira à noite 
Bombardeamento das forças israelitas sobre a Faixa de Gaza esta quinta-feira à noite Créditos / @HoyPalestina

«Solidariedade com a Palestina. Fim à agressão. Fim à ocupação» é o lema da iniciativa solidária que, na próxima segunda-feira, terá lugar em Lisboa (Largo do Martim Moniz) e no Porto (Praça da Palestina), às 18h.

No texto de apresentação, as organizações promotoras – CGTP-IN, Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) – afirmam que «é urgente pôr fim aos bombardeamentos israelitas de Gaza, que já provocaram largas dezenas de mortos e centenas de feridos – muitos dos quais crianças».

No mesmo sentido, sublinham a urgência de acabar com a expulsão dos palestinianos das suas casas e terrenos, com os colonatos e a ocupação, lembrando que o povo palestiniano aguarda há décadas «a prometida criação de um Estado» e que as «promessas e as resoluções das Nações Unidas estão por cumprir» também há décadas.

«O que se passa na Palestina não é um conflito, é uma violenta ocupação, ilegal e atentatória dos direitos humanos e dos direitos nacionais do povo palestiniano», afirmam os promotores das acções solidárias, que exigem ao Governo português o abandono da sua «chocante posição de colocar em pé de igualdade agressor e agredido, opressor e oprimido», bem como a condenação de Israel «pelos seus crimes».

Intensifica-se o ataque israelita a Gaza

Os bombardeamentos sobre o enclave costeiro palestiniano cercado entraram no quinto dia. Esta sexta-feira de manhã, os militares israelitas afirmaram que tinham realizado um ataque aéreo massivo sobre o que classificaram como uma rede de túneis criada pelo Hamas.

Durante o bombardeamento, que durou aproximadamente 40 minutos – informa a PressTV –, cerca de 450 mísseis foram disparados sobre 150 alvos no Norte da Faixa de Gaza.

Aos ataques aéreos, juntou-se intenso fogo da artilharia israelita posicionada ao longo da vedação que cerca o território, alegando os militares israelitas que os alvos eram posições do Hamas.

No entanto, a agência WAFA refere que diversas infra-estruturas civis foram atingidas e vários civis foram mortos, elevando para 119 o número de vítimas mortais dos ataques israelitas a Gaza, em que se incluem 31 crianças. O Ministério palestiniano da Saúde regista ainda 830 feridos, 139 dos quais crianças (informação de acordo com o despacho da WAFA às 11h07, hora local).

Entretanto, na Margem Ocidental ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, continuam a registar-se ataques dos militares e colonos israelitas contra a população palestiniana. Ao meio-dia (hora local), a WAFA referia ainda a existência de dezenas de feridos pelas forças israelitas em protestos contra as agressões a Gaza e a Jerusalém.

Grupos de judeus extremistas também têm atacado, em várias cidades, a população palestiniana residente nos territórios ocupados em 1948, inclusive em suas casas.

Entretanto, os grupos da resistência palestiniana em Gaza continuam a disparar mísseis para o interior desses territórios. Já esta sexta-feira, o Hamas afirmou ter lançado pelo menos 250 rockets para Israel, como resposta ao bombardeamento incessante da Faixa de Gaza, refere a PressTV.

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