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|Legislação laboral

Patrões pedem a António Costa mais benefícios fiscais

Na ronda de encontros com os membros da concertação social, o primeiro-ministro indigitado foi pressionado pelas confederações patronais a não fechar a porta a acordos parlamentares à direita.

O anterior governo acordou com o PS uma descida da taxa do IRC em sete pontos percentuais, mas a derrota eleitoral do PSD e do CDS-PP travou a «reforma»
CréditosJoão Relvas / Agência LUSA

António Costa ouviu, quinta-feira, pedidos de uma aproximação à direita, em encontro com os representantes dos patrões, a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

As diferentes estruturas pediram ao líder socialista mais benefícios fiscais e afirmaram que não são necessárias mais alterações à legislação laboral nos próximos quatro anos.

«Vai ter que se gerar equilíbrios para que os Orçamentos do Estado e as iniciativas parlamentares tenham tranquilidade e possamos ter estabilidade política», vincou António Saraiva, o presidente da CIP e representante dos patrões da indústria. Saraiva admitiu que a estabilidade da governação não está em causa, mas lembrou as dificuldades que podem surgir para os patrões devido à nova correlação de forças partidárias no Parlamento.

Saraiva deu a entender que os interesses dos patrões podem ser defendidos por maiorias parlamentares de geometria variável, quer à esquerda, quer à direita, sublinhando que o maior número de deputados continua nas bancadas de PS e PSD.

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